Marketing pode ser analisado como mosca aperreando em cima da sopa ou muriçoca atacanco em baixo de lençóis? Estranho pensar assim, mas Buzz, significa zumbido, e, no Brasil, Buzz Marketing foi traduzido por Marketing Viral. Zumbido e vírus, que normalmente são termos avaliados de maneira pessimista, ganham uma nova concepção.
Funciona assim, a informação é enxertada no corpo social e, quando a ideia é boa, ela se distribui com uma rápida velocidade, atingindo uma ampla gama de pessoas. Mas essa história não é tão inovadora assim, até porque os primeiros modos de publicidade usufruíam dessas “técnicas” com menestréis em praças e ruas afora usando a voz para difundir ideias das Cortes Imperiais ou para vender jornais, funcionava com o boca-a-boca mesmo. Hoje, com o advento da internet, o arcaico boca-a-boca tomou uma proporção ainda maior.
Quem não lembra do relacionamento entre Karina Bacchi e o Baixinho da Kaiser? Pois é, esse foi um caso claro, pois ninguém imaginaria um famoso mulherão daqueles namorando um homem baixinho e gordinho. O fato é que Karina e o Baixinho foram contratados para aparecerem em locais públicos rodeados por paparazzis e trocarem carícias simulando uma relação a dois. Resultado? A cerveja Kaiser ganhou uma divulgação imensa e não fez muito esforço financeiro pra isso. Ambos foram capas de revistas de fofoca, foram pauta em programas de televisão, foram temas em vários sites e blogs pela rede e a cerveja Kaiser, com isso, ganhou cada vez mais divulgação. Depois foi assumido que tudo não passava de uma grande brincadeira, mas que deu certo.
Há também o caso da garrafinha do Lost. A equipe de comunicação do seriado teve a idéia de distribuir em pontos estratégicos nos EUA uma garrafa personalizada com um pendrive dentro. Neste continham os primeiros minutos da nova temporada. Resultado? Quem achou a garrafinha logo passou a divulgar a campanha na rede e isso tomou uma proporção imensa. Vale ressaltar que não foi preciso investimento em propaganda na televisão, outdoors ou banners em revistas. A divulgação deu-se voluntariamente por parte dos fãs, um sucesso!
O caso da cantora Stefhany é mais curioso ainda, pois o Marketing Viral aconteceu no sentido contrário, já que foi involuntário. O sucesso de Stefhany levou de carona a Volkswagen, pois teve seu modelo Cross Fox divulgado intensamente por causa do hit que foi sucesso no Brasil.
Diversas outras idéias interessantes circulam zumbido pela web. Agora não é preciso um altíssimo investimento das empresas para divulgar suas marcas, basta uma sacada inteligente e simples para cair na boca do povo.
Para entender melhor, assista à campanha de divulgação boca-a-boca da Super Bonder e, quem sabe, difunda esse Buzz por aí…
Não importa se foi personagem caricata de uma campanha viral da Volkswagen ou simplesmente mais uma queridinha eleita pelo público. A ação de Marketing Digital que chamo de “Sthefany e seu Cross Fox” deu certo.
Combinando a fórmula de vídeo viral no Youtube, com presença on-line no Twitter e Orkut, a personagem ganhou visibilidade de quase de 2 milhões de pessoas só na Internet. O segundo passo foi realizar uma comunicação integrada com TV, Revistas e Eventos para expandir seu sucesso. A personagem também lançou um Site e um Blog como suporte.
*quando falo personagem, falo institucionalmente. A personagem pode ser composta pela própria Sthefany, sua mãe, seus fãs, transeuntes da Internet, seu empresário etc. A ação foi feita sobre a personagem, como uma campanha publicitária é feita para uma empresa. (mais…)
Idéias simples; produção criativa, mas não necessariamente hollywoodiana; divulgação em local fácil de ser achado e visto e o resto… o resto deixa por conta de quem assistir, enquanto você fica apenas medindo os resultados.
Marketing Viral
Indiscutivelmente, uma das avalancas das chamada Web2 foi o vídeo on-line. Conceitos de Interatividade, Colaboração e Autonomia são vistos diariamente quando um sobrinho filma sua banda, põe no Youtube e recebe comentários e divulgações de seus amigos.
Um cliente certa vez trouxe a seguinte questão: “eu preciso ser obrigatoriamente ridículo para ter um vídeo pop na Internet?” Então ele me trouxe meia dúzia de vídeos engraçados, mega-populares, mas sem nexo para o conceito de sua empresa. (mais…)
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